Amor.

Uma pessoa muito importante, passando por um problema de distância entre ele e sua mulher, me disse que não há amor que dure em frente a isso. Posso estar errado, ou talvez esteja longe demais do chão, mas acho que temos sim que ser realistas… Para algumas coisas.

Realistas em relação ao dinheiro, que acaba. Em relação a saúde, que se não cuidada, pode debilitar. Em relação as maldades que existem no mundo, pois nem todas as pessoas agem de boa fé, e muitas delas sempre esperam algo em troca ao sorrir. Ser realistas para não sermos passados para trás, e não nos perdermos no andar do bonde da vida.

Agora, com o amor?

Acredito que, aqui, devemos ser eternos sonhadores. Devemos sempre acreditar, como muitas das crianças acreditam, que o amor supera todos os tipos de barreiras. As barreiras da distância, as barreiras sociais, da saúde, das tragédias e deveres… O amor é uma força poderosa, e no mundo real, é o único sentimento que move sonhos, que faz com que viver seja algo maior. Ser realistas sempre, mas guardar uma parte dos nossos sonhos para aquelas pessoas que guardamos no coração. Privar o coração do sentimento mais bonito e puro que um ser humano pode sentir, por culpa do massacrante peso da realidade, seria ser egoista consigo mesmo, e privar a si mesmo, de sua própria felicidade.

Amor é vida, e isso, ninguém, nem nada, pode mudar.

Publicado em: às fevereiro 29, 2012 em 9:37 pm  Deixe um comentário  

Quisera eu

Quisera eu saber qual destas terras é a minha.

Existem alguns momentos da vida em que não sabemos muito bem qual é o próximo passo a ser dado. Qual deverá ser a atitude a ser tomada. Perdemos nossa casa, nosso chão. De repente, todo o lugar é lugar, e nada parece lhe trazer o conforto daquilo que você deve chamar de lar.
Você se sente como o vento, mas sem toda a sua certeza. Venta para onde for, mas ao contrário de dele, é sua obrigação encontrar um lugar para parar, para chamar de casa.
Mas, e quando não nos sentimos aptos a dizer que estamos onde devemos estar? Ou que sabemos onde é nosso lugar? Quando nada parece fazer sentido, e todo o caminho que trilhamos parece levar para um destino do qual não queremos fazer parte?
Como ser como o vento, e deixar as coisas acontecerem? Abandonar aquilo ao que nos prendemos, e simplesmente viver, experimentando os sabores das mudanças… Deixar acontecer.
O que é simplesmente ser levado, e descobrir que, perdendo-se, é que se encontra o caminho?

. . .

Ano novo, vida nova? =P

Só pra desempoeirar o blog, com uns pensamentos recentes…

Publicado em: às fevereiro 3, 2012 em 7:39 pm  Deixe um comentário  

Asas

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Não. Não está tudo bem.

A tempestade não cessa, o vento não vai parar de uivar. As (in) decisões,  (in) constantes, sim, não.

Quisera ele ser simples, ser preto no branco, sem escalas cinzentas, sem a indagação da mera existência. Ele não sabe, nunca saberá como é ser diferente.

O amor fala alto, mas as asas não deixam de bater, em um ímpeto desesperado de liberdade. Liberdade de quê? Quem prende? Quem cerca? Além dele mesmo… Da prisão criada pelo prisioneiro.

Hoje a calmaria chegou. Mas amanhã, quem sabe? O peito arfante, o ar escasso, é só o que sente, independe do sorriso no rosto, das palavras proferidas. Ele é casca.

. . .

Como fica mais fácil na terceira pessoa, nos tira a responsabilidade de culpa.

Publicado em: às dezembro 11, 2011 em 8:30 pm  Deixe um comentário  

Aquela que eu deixei o tempo levar.

Eu sinto sua falta de um jeito que nenhuma dor física pode explicar. Vivo com esse buraco no peito, fingindo que tudo está bem e que me sinto completo. Não é verdade.

Nós éramos como um só. Duas pessoas que coexistiam em uma mesma sintonia. Seu sorriso torto, seus olhos, cabelos… Talvez de fato não fosse o que eu achava que sentia, e sim o respeito que eu jamais sentiria por outra pessoa.

Você era… Você é o meu mais sincero amor. Você é a minha mais sincera poesia, minha letra de música. Você é aquela de quem eu lembro quando olho para o horizonte mais belo e penso em momentos bons. As melhores recordações são aquelas ao seu lado. Os melhores momentos são aqueles em que segurava sua mão, e ria de suas piadas bobas. A pessoa com o coração mais puro, e com certeza, mais bonito que conheci também.

O que aconteceu? Como eu deixei escapar de mim, como cometi tantos erros? Por onde você anda, como tem passado? Ainda sorri quando cai, quando sente dor? Pessoas comuns não sorriem quando sentem dor, mas você segurava na mão de Deus e dizia que era apenas mais uma provação. Você sorria, mesmo que o mundo estivesse desabando em seus ombros. O seu mundo, o meu mundo, e o mundo de todas as pessoas que precisavam de uma mão estendida.

Hoje faz muito tempo que não nos falamos, e provavelmente não é algo que você gostaria que acontecesse. Mas se estiver por aí, ouvindo o vento, sentindo o calor confortante de sua própria alma, quero que saiba que eu sinto muito por toda a dor que meu eu, uma bomba relógio de problemas, lhe causou. Queria dizer que você é aquela à quem eu daria minha vida, mesmo que não soubesse como fazê-lo. Queria que soubesse que seu sorriso vale mais do que qualquer coisa que o dinheiro possa comprar, e que por você desci do meu prédio de ego e arrogância, e me afastei para lhe dar passagem.

Onde quer que esteja, saiba que faz falta, e que a sensação de voar nunca mais foi a mesma, sem suas mãos para segurar ao fim de mais um voo.

Publicado em: às novembro 19, 2011 em 4:37 am  Deixe um comentário  

Em partes

Eu sinto saudades que dói. Eu sinto que as decisões mais importantes foram tomadas sem pensar. Não imaginava o que eu poderia perder. Não devo reclamar, aprendi muito, e ganhei muito… Mas se eu soubesse que sou uma pessoa que não sabe lidar com saudades, não teria dividido meu coração em tantos lugares distantes.

Pessoas que deixei pra trás, e por medo de julgamento, deixei serem enterradas no passado. Coisas que eram de infinito valor, joguei fora, pra não doer. Tentando fugir de mim mesmo, nem percebia que tudo que eu fazia era disfarçar, e perder.

Coração dói.

Publicado em: às outubro 8, 2011 em 2:59 am  Deixe um comentário  

Eu, você.

Eu já fiz teatro,

Já tentei escrever, e gostava de dança

Eu já estudei muito pra falar outra língua,

E hoje eu falo.

Eu já treinei muito pra ser artista de circo,

E consegui.

Fui professor, e viajei por aí apresentando.

Já brinquei de fazer jogos,

Ganhei uns prêmios, e até entrevista!

Fui reconhecido por isso…

Já servi ao exército.

Meu pelotão sempre perdia competições,

Mas era o mais legal.

Aprendi a dar tiro, e a viver em situações de risco.

Também vacinei e ajudei muitas crianças.

Tenho fotos, certificados e uma reservista.

Trabalhei de garçom,

Atendente,

Vendedor,

E minha educação sempre surpreendeu a todos.

Já viajei pra bem longe,

Conhecer gente que só conhecia por fotos,

E fiz grandes amigos.

Já mudei de cidade,

Arrisquei em um lugar novo,

Deixando para trás alguns,

E conhecendo muitos outros.

Tenho amigo roqueiro,

Atleta,

Cheio de tatuagens,

Músico e santo.

Tenho amigos que vão à igreja, outros no centro.

Outros não acreditam em Deus.

Já escrevi mil poesias, mil livros…

E não acabei nenhum.

Já namorei atriz,

Circense,

Quem tem mestrado,

E até quem nem fundamental terminou.

Já superei minhas próprias expectativas,

Já deixei a desejar.

Já pensei em fugir,

mas decidi ficar.

Já tive problemas de saúde,

Alguns se foram,

Outros não.

Já ri muito, chorei muito,

Já amei.

Fiz faculdade,

Larguei e fiz cursinho…

… E depois voltei pra faculdade.

Já sonhei alto, já caí e levantei.

Eu sou gente como todo mundo.

Sinto como todo mundo.

Penso como todo mundo.

Eu sou como todo mundo,

E assim quero ser tratado.

Tratado com respeito,

Pois tenho história,

Princípios,

Vontades,

Segredos e anseios…

… Sentimentos.

Sou normal, somos normais,

Únicos em pequenos aspectos.

Por que então esquecer que como eu,

Todos tem algo por baixo de seu estereotipo.

Seja por cor,

Sexo,

Raça,

Orientação,

Cultura.

Somos assim.

Fiz tudo isso,

Esse sou eu…

Mas podia ser você.

Publicado em: às setembro 16, 2011 em 2:10 am  Deixe um comentário  

Refrão de uma música incompleta

Não tem vida que aguente,

 

meu amor.

 

Não tem corpo que sustente,

 

essa dor.

 

Só quero paz,

 

só quero um som,

 

quero humor.

 

. . .

 

De alguém que não é compositor, mas cantarolou tal refrão em um ônibus de fim de tarde…

Publicado em: às julho 11, 2011 em 9:22 pm  Deixe um comentário  

Panos brancos

Manchas.

De suor,

de vinho,

de sangue.

 

Lágrimas que caem em diversas cores,

Tons que contam a sua história.

 

Manchas.

Nunca se apagam,

nunca se desfazem,

aquelas dores que retraem.

 

O que pulsa nem sempre é visto por aqueles que gritam,

que lhe avisam do perigo da diferença.

 

Manchas.

Aquelas deixadas,

e esquecidas no tempo.

 

Acovardado é aquele que teme o futuro já manchado pelo que passou,

sem mover-se, inerte em suas próprias mãos.

 

Manchas.

disfarçadas e acumuladas,

carregadas nos ombros.

 

Fardos de uma vida de erros,

de uma companhia solitária,

e de um futuro sombrio.

 

Matheus Rocha.

Publicado em: às julho 2, 2011 em 3:55 am  Deixe um comentário  

Pulso

Primeiro, achou que ia morrer.

A eternidade que passava logo lhe mostrava que aquilo não era a morte, pois nas suas veias ainda corria o sangue vermelho.

Depois, estava difícil respirar.

Cada inspiração era uma dor, um corte profundo em seus sentimentos. Resistir a forte tomada de memórias e destroços era demais para um homem só.

O tempo passa, e a mente torna-se distante.

Os sentimentos que se esvaem, a razão que luta pelo controle. Tudo aquilo que passou é relembrado e devorado pela constante sensação de querer se apegar a algo que já não está mais ali.

Quando menos percebe, um leve sorriso.

Sentia que algo faltava, e sabia que não teria nada que cobrisse aquele poço escuro. Mas ainda havia luz, um calor distante.

Uma mão se fecha, outra se estende.

Impossível comparar um amigo a um amor. Amores passam, mudam, se guardam. As amizades exploram o ápice de um ser.

E então, no fim, percebeu que ainda havia um reflexo, e este lhe sorria…

Era hora de deixar para trás o que passou,

Ele está vivo, ele é vida, e isso, ninguém ah de lhe tomar.

Publicado em: às junho 3, 2011 em 1:18 am  Deixe um comentário  

Deserto pulsante – Memórias de um viajante perdido

Cansado, ele percebe que nem sempre as suas decisões são tomadas pela razão. O sentimento confuso o consome, sem lhe dar respostas de um futuro promissor. Ele não quer parar de caminhar. Observa o deserto à sua frente, a areia dourada e os ventos só provam mais uma vez que sua jornada é longa, seu caminho indecifrável, e a civilização, antes tão consciente em si mesmo, não mais tão próxima.

- Talvez eu morra de sede,se tiver sorte. – Pensava, enquanto os pés descalços queimavam. Era uma jornada solitária, mas ele não desistiria sem tentar. Sabia que era difícil, e que jamais obteria as respostas que queria. Ele fugiu. Ele se machucou. E a única maneira de acabar com a dor era caminhar.

Lembrou de como tudo aquilo havia começado. Ele poderia simplesmente ter deixado o sentimento de lado, desistir daquela jornada solitária e aceitar o apego de outros. Mas ele não queria. Tudo que desejava eram os carinhos daquelas mãos, o toque daquele corpo… Dividir sua alma com quem um dia a prometera. Ele estava entregue no infinito, onde a razão já não mais o alcançava, e sua consciência gritava para seguir outro rumo, que aquela caminhada poderia não levar a quem ele queria… Ao seu único propósito.

Mas pensar em nunca mais sentir seu coração pulsando, suas emoções clamando por um mesmo nome era pior do que atravessar aquele deserto que torturava seu corpo e sua mente. Ele não funcionava como um todo… Apenas metade de algo que um dia esperava estar completo.

E, sem olhar para os lados, voltou a sua caminhada, com a esperança de encontrar, e dessa vez, estar onde devia estar.

. . .

Outro curta, escrever os capítulos das histórias está cada vez mais difícil esses dias. XD

See ya.

Publicado em: às maio 26, 2011 em 2:19 am  Deixe um comentário  
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